— “A Última Dança”
O salão do castelo
resplandece com luzes douradas
e lilases refletidas
no mármore negro.
No centro,
Ela — vestida em galáxia viva,
o vestido ondulando como nebulosa em movimento
— e o Sábio Encantado, de olhar sereno
e terno escuro cravejado
de pequenas constelações.
Os convidados aplaudem,
encantados,
sem saber que presenciam uma despedida.
As velas queimam mais baixo,
como se lamentassem o fim.
E, ao fundo, a orquestra toca
“Reggae Pop Ballad
— Soulful Duet of Love & Hope”,
e a poeira mágica
do salão parece chorar luzes.
Mas os dois sorriem
— porque,
por um breve instante,
o impossível dançou também.

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